SOS! Filhos não vem com manual…

Vou compartilhar uma experiência que estou passando na escola esse ano.

No caso, uma turma de crianças de 4 anos, com 4 horas de aula por dia, divididas em acolhimento, escrita da rotina do dia, atividade com o nome próprio, brinquedoteca(2@ feira), vídeo(3@ feira), biblioteca (4@ feira), oficina de artes (5@ feira), circuito (6@ feira), parque, leitura, roda de conversa, música e poesia, desenho, almoço, higiene, divididos durante a semana.

As crianças vieram de uma outra escola, de período integral, então estão habituadas a rotina escolar. Então, em sua maioria, todas elas seguem um ritmo  infantil, com temperamentos e atitudes próprias de crianças.

Mas, e quando a criança foge desse comportamento “esperado” e  der “problemas” na escola, o que fazer?

Que tipo de problemas estou falando?

  • ser agressivo com os colegas
  • não interagir nas atividades
  • desrespeitar a professora
  • estar disperso o tempo todo
  • não seguir regras e combinados do grupo

Esse comportamento não é típico de criança, entendem? O esperado é que seja agradável, sociável, respeite, interaja e esteja atento.

Então, nós verificamos com os pais, a rotina daquela criança, o que faz fora da escola, como é  com outras crianças da família, da vizinhança, fazemos uma anamnese com muitas perguntas para que possamos desvendar o que anda ocorrendo por trás daquele comportamento.

Muitas vezes, descobrimos nesta pequena entrevista uma situação que precisa ser corrigida em casa. Com amor, carinho e compreensão a criança recebe o acolhimento necessário para voltar  a agir como criança.

Porém, em outros casos, os pais sozinhos não vão conseguir resolver e poderão pedir ajuda tanto para nós da escola, como uma ajuda especializada com orientação psicológica.

Nesse ponto de buscar auxílio psicológico, não são todos os pais que conseguem enfrentar de frente essa situação e prorrogam a procura de ajuda. Mas, uma ajuda deve ser encarada sempre como bem vinda, não se pode sentir-se constrangido por querer ajudar seu filho.

Outra coisa, sempre que um professor olha com olhar de amor para uma criança e quer que ele venha a melhorar, em todos os seus aspectos (cognitivo, afetivo, comportamental) é porque na nossa missão, todo mundo é único. Não é porque os outros 30 aprenderam, desenham, conversam entre si, brincam, que esse único aluno deva ficar de fora dessa linda festa. Todos podem crescer juntos, ter experiências boas e vivências positivas!!!

A família e a escola juntas, podem sim resolver situações que melhorem a qualidade da aprendizagem de cada um.

Esse ano conheci uma mãe, que apesar de tudo, quer dar o melhor para o seu filho e pediu ajuda. Estamos caminhando juntas, e ela não está mais sozinha, digo na sensação… Toda a equipe agora é uma na ajuda!

Em breve farei um post contando as novas experiências.

Beijocas,

Feliz ano todo!!

Renata