Papo Giz: A língua do Pê

O-po lá-pá! Tu-pu do-po bem – pem?

Se você leu até aqui e entendeu, parabéns! Você é fluente na língua do Pê!

Quando eu era criança minha mãe falava na língua do Pê, bem rápido e eu ficava ali sem entender bulhufas…rssss!

Mas, com o passar dos anos eu comecei a entender como funciona, já que na escola a língua do pê era diferente.

P-e P-ra P-as P-sim:

P-vo P-cê P-co P-lo P-ca P-a P-le P-tra P-P P-an P-tes P-da P-sí P-la P-ba.

Eu prefiro do jeito da minha mãe. Fica mais sonoro, parece mesmo uma outra língua…kkkk

Porque eu classifiquei esse post como papo giz? “Sim, estou de férias!” mas, você sabe que professora e mãe não tiram férias, né…rssss E imagina quem é mãe e professora…nem queira saber…rssss!!! Brincadeirinha…

Classifiquei assim, porque através da língua do Pê podemos explorar vários conteúdos interessantes com os alunos, como por exemplo: a importância da separação das sílabas, porque muitos exercícios para separar as sílabas são sem sentido e as crianças não entendem porque tem que mecanicamente separar sílabas das palavras, e através do jogo do Pê, elas terão que saber exatamente onde as sílabas começam e terminam para executar bem a nova língua e poderem comunicar-se com eficácia para serem compreendidos. Afinal, a regra é que a cada  sílaba o P apareça, ou da primeira forma que eu mostrei:

Re-pe na-pa ta-pa: Renata

OU da segunda forma:

P-re P-na P-ta: Renata

Eu comecei ensinar aqui em casa e o Paulinho já está pegando o macete, rsss… a Mari ainda não…mas com o tempo ela se habitua.

dscn0194Enfim, uma brincadeira oral tradicional, que desenvolve o raciocínio, a criatividade, pode estar inserida em forma de jogos para desenvolver conteúdos na área da linguagem e a criança aprende brincando.

Recado dado!

Es-pes  pe-pe ro-po que-pe vo-po cê-pe te-pe nha-pa gos-pos ta-pa do-po!

Quem-pem gos-pos tou-pou dei-pei xa-pa um-pum re-pe ca-pa-do-po pa-pa ra-pa mim-pim na-pa lín-pim gua-pa do-po pê-pê!

Fe-pe liz-piz a-pa no-po to-po do-po!!!

Renata

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#Papo Giz: Última reunião de Pais

Olá pessoal, tudo bem?

Hoje na categoria Papo Giz – conversa de professora, vou falar um pouco da última reunião de pais que fiz semana passada.

Todo ano, há alguns anos, eu peço para que os pais escrevam sobre suas expectativas para o ano que vamos passar juntos, em parceria. Trabalho em uma escola pública, com pessoas simples, mas que amam incondicionalmente seus filhos.

Este ano, os pais fizeram suas projeções para o ano e eu guardei para ler com eles no final do ano e ver se conseguimos atingir o esperado e no que podemos melhorar.

As expectativas dos pais das crianças da Fase I ( 4 anos) em 2016 ficaram assim:

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  • Bom, acredito que neste ano de 2016, minha filha se desenvolva e aprenda coisas novas.
  • Quero que ela aprenda, mas seja feliz e no tempo dela.
  • Por ser a primeira vez que ele está indo para a escola, é tudo novo para ele, então espero que ele interaja, se desenvolva, que ele aprenda a compartilhar, enfim, uma experiência nova pra ele e pra mim, estou muito feliz por ele.
  • Eu gostaria que a minha filha desenvolvesse mais do que na creche, porém, já é muito esperta e atenta a tudo. Reconheço o que tem de melhor para aprender.
  • Eu espero que meu filho aprenda muitas coisas boas.
  • Desenvolvimento social, princípios, desenvolvimento intelectual e que ele aproveite essa fase muito feliz, cheia de conquistas.
  • Espero que nosso filho aprenda a conviver com outras pessoas, que até hoje está acostumado só com a família, aprenda com os demais.
  • Eu, sendo vó do Gabriel, o meu desejo é que o meu neto se interesse mais pela escola para fazer lição, seja mais esperto.
  • Respeito ao coleguinha, boa aprendizagem, boa coordenação, reconhecer os objetos, ano cheio de aprendizado.
  • Esta nova etapa espero muitas conquistas e aprendizagem para minha pequena. Que ela seja muito feliz, repleta de realizações.
  • Eu espero que a minha filha aprenda a dividir e compartilhar as coisas com os amigos.
  • Socialização, integração, independência.
  • Espero o desenvolvimento em grupo e o conhecimento primário.
  • Que desenvolva todas as atividades e que tenha criatividade.
  • Conhecer coisas como: números, letras, palavras, formas e desenhos. Comunicação: se comunicar com os colegas e com a professora. Desenvolvimento: com os colegas, compartilhar as brincadeiras e os brinquedos.
  • Espero que ele tenha muito sucesso e seja muito inteligente.
  • Espero que meu irmão conheça pessoas novas, que conheça novas experiências! E que seja um 2016 repleto de coisas boas para ele.

Pessoal, olhe que material rico, maravilhoso, criado a partir do que os próprios pais querem, sentem e entendem de educação escolar.

Ao ler com eles na última reunião cada uma das expectativas, pude contemplar que todas foram alcançadas, e pelos relatos orais individuais durante a leitura cada uma colocava uma experiência domiciliar que envolvia a expectativa lida.

A proposta seguinte a leitura dessas expectativas, foi avaliar o ano de 2016. Através de desenho, ou uma palavra, uma frase, da forma que eles preferissem. E eu tive uma surpresa em cada textinho, cheio de carinho!!

As avaliações ficaram assim:

  • Professora Renata, o Wesley levará um pedaço seu. Aprendeu a ser mais extrovertido e criativo. A primeira professora não esquecemos jamais.
  • Bom!
  • Ótimo! Importante para formação social e educacional das crianças. Obrigado a todos.
  • Que este ano superou de tudo em 2016. E que o ano 2017 inicie nova etapa da vida do Mikael.
  • Nesse ano pude notar o desenvolvimento da minha filha em todas as áreas. Ela está mais interessada em aprender. Agradeço pela sua dedicação em cuidar do nosso maior tesouro.
  • Esse ano foi ótimo. Minha princesa aprendeu muitas coisas novas. Estou muito feliz com tudo. Obrigada!
  • Muito bom!
  • Esse ano de 2016 a Sophia só acrescentou, foi mais do que o esperado e fico muito feliz por tantas conquistas.
  • Agradecemos o desempenho da princesa Lara.
  • Não tenho nem palavras para dizer o que foi esse ano para meu filho. Saiu mais inteligente, mais comunicativo, aprendeu a dividir, muito carinhoso e com fome de aprender mais. Obrigada! Expectativa 100%!
  • Foi um ano bom para minha filha. Aprendeu bastante. Feliz Natal!
  • Superação!
  • Nesse ano de 2016 a minha filha aprendeu fazer o nome dela. Enfim, foi um ano muito proveitoso. Ela se superou.
  • Bom, eu acho que esse ano foram superadas muitas expectativas boas, e esperado por tudo e todos… Bom 2016.
  • Agradeço por ter dado início a etapa mais importante que é o ensino e educação. Obrigado!
  • Neste ano de 2016 minha filha se desenvolveu muito bem. Ela está terminando o ano já sabendo escrever o nome e conhecer as letras. Eu estou muito feliz pelo desenvolvimento. Obrigado professora Renata.
  • Descobrimento do raciocínio lógico. Ficou bem mais crítico e observador. É uma criança de opinião bem forte!
  • Este ano foi muito bom. Meu filho aprendeu muitas coisas importantes.
  • Ano 2016 foi tudo muito bom!
  • Foi um ano produtivo, tanto para mim quanto para minha filha. Aprendi a ouvi-la. Ajudei nas dificuldades e busquei entender mais a cabecinha dela.
  • Ano 2016 foi ótimo! Foi fantástico.
  • Minha filha é tímida na escola. Pude notar que ela melhorou na comunicação.
  • Muito bom!
  • Foi um ano bom de muitas tarefas desenvolvidas.

Estou muito feliz! Agradeço a Deus por ter feito por  mais um ano um bom trabalho com os alunos e consequentemente com as famílias!

Feliz ano todo!

Renata

 

Papo Giz: Modalidades Organizativas

O tempo e o espaço na escola devem ser pensados de forma lúdica e didática, de modo que possamos oferecer sempre a qualidade das nossas ações pedagógicas para os alunos apreenderem, habituarem-se, socializarem-se, pesquisarem, tudo de forma organizada e pautada na atitude sempre reflexiva do professor junto a sua turma e a realidade dela.

No “pedagogês” há uma série de termos que os pais geralmente não conseguem distinguir entre uma e outra atividade e para onde seguir ajudando… O que é projeto,o que é atividade sequenciada, o que é atividade permanente, o que é a rotina? Enfim… o tempo e o espaço na escola devem ser organizados, divulgados e principalmente trabalhados de forma que a aprendizagem seja sempre a meta principal.

Tive a oportunidade de conhecer, fazendo cursos e formações com Alfredina Nery, que fez o texto sobre as modalidades organizativas no livro que trata sobre o ensino fundamental de 9 anos, com base nos textos de Délia Lerner. Para informações sobre as duas clique no nome.

E para entender melhor as modalidades organizativas, que sempre dá margem a grandes debates em cada uma delas, fizemos uma pergunta sobre e Alfredina em uma demonstração de muita empatia nos respondeu com muita dedicação. Realmente ela é muito solícita!

Então aí vai a pergunta e a resposta. Se vocês se interessarem mais pelo assunto posso dedicar um post para cada modalidade organizativa com alguns exemplos.

Comentem, deixem dúvidas e sugestões. Obrigada pela participação aqui.

Nossa pergunta:

“Visto que projeto é uma das modalidades organizativas, podemos trabalhar com outras modalidades dentro do projeto?”Partindo do pressuposto que podemos trabalhar com outras modalidades dentro do projeto, e que a sequência didática deve ter um grau de dificuldade. Como você vê esta modalidade dentro do projeto? E a atividade permanente, cabe dentro de um projeto?

 

Resposta da querida Alfredina:

Projeto é Projeto, Sequência Didática (ou Atividades Sequenciadas) é SD, Atividade Permanente é Atividade Permanente, Atividade de Sistematização é Atividade de Sistematização. A nomenclatura é diferente porque são “gestões do tempo didático” e abordagens também diferentes. Vamos por partes…

Em primeiro lugar, é preciso dizer que somente a Atividade de Sistematização “pode sair” de um Projeto, de uma SD ou de uma AP, mas assim que sai tem vida própria, no sentido de aprofundar ou fixar um determinado conteúdo selecionado que estava presente nas outras modalidades, mas que você decidiu enfatizar com mais reflexões/atividades dos alunos. Em segundo lugar, é possível afirmar que todas as modalidades são organizadas tendo em vista várias atividades articuladas entre si (não é um “rol de exercícios desconectados) com conteúdos selecionados que duram um certo tempo, mas há muita diferença entre elas. No Projeto é previsto haver mais articulação entre as áreas do conhecimento/as várias linguagens;há mais autonomia do aluno durante o processo, no sentido de nas diferentes etapas ele vai trazendo suas pesquisas, seus estudos e o professor, os outros alunos vão discutindo e sintetizando os resultados parciais. Além disto, todo o trabalho, no Projeto, tem a finalidade de construir o produto final, para o qual todos trabalham, em um processo longo. Ele dá muito trabalho, por isto, acredito que mais do que um Projeto por semestre é demais…Na Sequência Didática todo o processo está na mão do professor, portanto só ele sabe e propõe cada atividade com uma determinada finalidade que se relaciona com a outra, e assim por diante. Pode até ter produções dos alunos (que muitos confundem com “produto final”), mas este não é o foco do trabalho. Em geral os planos de aula bem feitos são SDs. A  Atividade Permanente é pensada para o aluno “frequentar” um mesmo/certo conteúdo de tal maneira que ele vai conhecendo-o aos poucos. É como um casal de namorados que de tanto namorarem passam a se conhecer,ao longo de um tempo. A referência bibliográfica desta discussão sobre Modalidades Organizativas é um capítulo do livro da Délia Lerner: “Ler e escrever na escola: o real,o possível e o necessário”. Ed. Artmed, 2002. Também escrevi a respeito em livro publicado pelo MEC: “Ensino Fundamental de nove anos- Inclusão da criança de seis anos”.

ALFREDINA NERY. Julho/2009.

Vou colocar a imagem das bibliografias sugeridas, ok?

Feliz ano todo!!!

Renata

Mutismo seletivo

Olá! Tudo bem com vocês?

Neste post venho falar sobre o mutismo seletivo. Você já ouviu falar sobre isso?

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Fonte da imagem: Google Imagens

Algumas pessoas podem ter ouvido dizer sobre esse transtorno, que inclusive está no DSM IV que é o manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais, como se fosse um CID médico, só que psiquiátrico e que atinge em média 2% das crianças hoje em dia e a maioria dos pacientes são meninas.

É descrito como uma desordem psicológica mais frequente nas crianças. Crianças e adultos com o transtorno são capazes de falar e compreender a linguagem, mas não o fazem em certas situações sociais, quando é o que se espera deles. Funcionam normalmente em outras áreas do comportamento e aprendizagem, mas se privam severamente de participar em atividades em grupo. É como uma forma extrema de timidez, mas a intensidade e a duração a distinguem.

As causas podem se dar por  predisposição genética, a maioria das crianças que sofrem do mutismo apresentam uma predisposição genética a experimentar sintomas de ansiedade que é exacerbada por condições estressantes ou hostis,  por  traços de temperamento, como: vergonha, timidez, preocupações excessivas, evitação social,  medo, apego e negativismo e  interações familiares, existe um consenso de que o mutismo é mantido na presença de características  familiares, tais como: relação simbiótica, dependente e controladora entre mãe e filho, mães deprimidas e passivas.

Nesses 22 anos de profissão foram raras vezes que vivenciei a situação de ter alunos que apresentavam essa característica, mas conversando com especialistas de capacitação da educação especial do munícipio que atuo, ela me informou que de maneira geral, eu vou “semear” e outro irá “colher os frutos”, ou seja, vou trabalhar no sentido de que a criança consiga se expressar verbalmente, mas na maioria das vezes, não vou ver ela falando, mas talvez, a professora do outro ano irá ver a criança falando normalmente por estar mais habituada com a rotina da escola e com os colegas.

E, realmente, em uma das turmas que tive havia duas irmãs gêmeas que sofriam com esse distúrbio. Cheguei para trabalhar em agosto depois da minha licença maternidade e via as meninas quietas, sem conversar, nem entre si… Fazia roda de música, fazia roda de conversa, chamava individualmente, conversava com a mãe (que me mostrava diversos vídeos das duas brincando, rindo, conversando muito…), mas na escola nada… Utilizamos a estratégia do telefone. Liguei na casa delas e conversei por telefone com as duas… Porém na escola continuaram da mesma forma. Nenhum tipo de olhar diferente, nem uma palavra proferida… nada….

No fim do ano saí dessa escola, mas tive informações que elas superaram o distúrbio e estavam mesmo em salas de aula diferentes mais comunicativas e entrosadas no grupo, conversando com os colegas e com  a professora.

Estou agora, recentemente, com outro caso parecido em sala de aula, e fui pesquisar para descobrir como ajudar a minha pequena estudante que não fala. Os pais me contam que ela descreve em riqueza de detalhes tudo o que acontece na escola. As músicas cantadas, os nomes dos amigos, tudo o que fizeram no dia… Eu percebo que ela gostaria de falar e participar, a boca dela enche para falar, mas a palavra não sai… É um sofrimento, imaginem só! Ficar quatro horas em um lugar sem proferir uma só palavra de segunda a sexta. Já experimentou esse exercício? Eu não conseguiria… e nem sou tão “faladeira” assim…rsssss… Dia desses, foi um dos meus melhores dias desse ano. Ela conseguiu falar uma palavra das coisas que estávamos discutindo em sala, na roda de conversa de início de aula… quase chorei gente…kkkk… eu fiquei tão emocionada e feliz, pois todo o esforço que estava fazendo na semeadura eu mesma colhi…!!! Vamos ver se daqui para frente continua. Mas eu digo que o meu sonho é vê-la vindo me fazer “fofoca” dos coleguinhas…kkkk!!!

Pesquisei em algumas fontes e colocarei aqui como ajudar crianças com mutismo seletivo, fazendo com que ela sinta-se mais confortável e confiante em expressar-se com palavras:

Fonte 1: Trabalho de Mestrado de Célia Margarida da Silva Ribeiro – O mutismo seletivo e a ludoterapia/atividade lúdica

1.Tratamento comportamental • é dada ênfase aos fatores ambientais determinantes do comportamento. O comportamento é, em certa medida, o resultado de uma aprendizagem e pode, então, ser “desaprendido”. O tratamento consiste numa mudança do ambiente, treinando sistematicamente novos comportamentos, e identificando fatores que mantêm o comportamento de evitação.

2. Ludoterapia: Baseada no desenvolvimento, nas diferenças individuais e nas relações; • Avaliação compreensiva e desenvolvimento de um programa de intervenção desenhado para desafios únicos de uma determinada criança através de jogos e brincadeiras.

3. Intervenção psicodinâmica: Envolve interação verbal, jogos ou arte;  É dado ênfase à identificação do conflito inconsciente por detrás da ansiedade. Considera que quando o conflito gerador for resolvido, o comportamento deixará de existir.

4. Terapia familiar : tem em consideração a influência da família na criança, uma relação pais-criança não saudável leva a ansiedade. O alvo é a família e não só a criança isoladamente.

Fonte 2:Pedagogia ao pé da letra

A criança não deve ser forçada a falar;

Os pais devem elaborar inicialmente formas alternativas de comunicação através de símbolos, gestos ou cartões;

Não devem permitir que outras pessoas respondam pelo filho(a);

Solicitar gradualmente a exposição oral da criança;

Reforçar a criança todas as vezes que houver um aumento no comportamento verbal da criança. O tipo de reforço precisa ser de preferência da criança (elogios, abraços, doces preferidos…);

Encorajá-las sempre que possível, fazer pequenas solicitações ou cumprimentos a pessoas estranhas. Ex. ir comprar pão, comprar jornal…;

Evitar que seu filho seja o centro das atenções;

Identificar a compatibilidade com algum amigo para jogar e brincar com a criança algumas vezes dentro e fora de casa;

Utilizar a dessensibilização sistemática. Por exemplo, usar um reforço quando a criança sussurrar uma palavra e gradualmente aumentar a exposição até a criança dizer uma palavra em volume normal para algum estranho;

Planejar passeios em família fora de casa.

Permitir que a criança se comunique não-verbalmente no início, para depois utilizar a comunicação oral;

Não permitir que outros amigos respondam pelo aluno;

Solicitar gradualmente a exposição oral da criança;

Se possível colocar as mesas em forma de grupos;

Reforçar positivamente interações sociais faladas ou não;

O tipo de reforço precisa ser  significativo para a criança (elogios escritos, verbal…)

Reforçar qualquer tentativa de enfrentamento de situações interpessoais e ir ampliando progressivamente as exigências;

Encorajá-las sempre que possível, fazer pequenas solicitações ou cumprimentos a pessoas estranhas. Ex. pegar ou entregar material fora de sala.

Os professores devem sempre que possível tentar iniciar conversas fora da presença de outros alunos, devem tentar também, não colocar a criança como sendo o centro das atenções, pois isso aumenta a ansiedade da criança.

Acredito que através dessa visão e orientações já vamos dar um grande passo em relação a melhoria da comunicação e da qualidade de vida dessa criança.

Obrigada por estarem aqui comigo. Hoje foi dia de “Papo Giz”, mas que com certeza vai ajudar alguma mamãe, papai, vovô, titia, que tem alguma criança na família com esse tipo de caso.

(c) Manchester City Galleries; Supplied by The Public Catalogue Foundation

Fonte da imagem: Google imagens

Qualquer dúvida consulte um especialista, pois ele é o mais indicado para avaliar a criança.

Um beijo, e não se esqueça que para tudo tem jeito, o negócio é não se desesperar fazer devagar e sempre.

Feliz ano todo!

Renata

 

 

 

SOS! Filhos não vem com manual…

Vou compartilhar uma experiência que estou passando na escola esse ano.

No caso, uma turma de crianças de 4 anos, com 4 horas de aula por dia, divididas em acolhimento, escrita da rotina do dia, atividade com o nome próprio, brinquedoteca(2@ feira), vídeo(3@ feira), biblioteca (4@ feira), oficina de artes (5@ feira), circuito (6@ feira), parque, leitura, roda de conversa, música e poesia, desenho, almoço, higiene, divididos durante a semana.

As crianças vieram de uma outra escola, de período integral, então estão habituadas a rotina escolar. Então, em sua maioria, todas elas seguem um ritmo  infantil, com temperamentos e atitudes próprias de crianças.

Mas, e quando a criança foge desse comportamento “esperado” e  der “problemas” na escola, o que fazer?

Que tipo de problemas estou falando?

  • ser agressivo com os colegas
  • não interagir nas atividades
  • desrespeitar a professora
  • estar disperso o tempo todo
  • não seguir regras e combinados do grupo

Esse comportamento não é típico de criança, entendem? O esperado é que seja agradável, sociável, respeite, interaja e esteja atento.

Então, nós verificamos com os pais, a rotina daquela criança, o que faz fora da escola, como é  com outras crianças da família, da vizinhança, fazemos uma anamnese com muitas perguntas para que possamos desvendar o que anda ocorrendo por trás daquele comportamento.

Muitas vezes, descobrimos nesta pequena entrevista uma situação que precisa ser corrigida em casa. Com amor, carinho e compreensão a criança recebe o acolhimento necessário para voltar  a agir como criança.

Porém, em outros casos, os pais sozinhos não vão conseguir resolver e poderão pedir ajuda tanto para nós da escola, como uma ajuda especializada com orientação psicológica.

Nesse ponto de buscar auxílio psicológico, não são todos os pais que conseguem enfrentar de frente essa situação e prorrogam a procura de ajuda. Mas, uma ajuda deve ser encarada sempre como bem vinda, não se pode sentir-se constrangido por querer ajudar seu filho.

Outra coisa, sempre que um professor olha com olhar de amor para uma criança e quer que ele venha a melhorar, em todos os seus aspectos (cognitivo, afetivo, comportamental) é porque na nossa missão, todo mundo é único. Não é porque os outros 30 aprenderam, desenham, conversam entre si, brincam, que esse único aluno deva ficar de fora dessa linda festa. Todos podem crescer juntos, ter experiências boas e vivências positivas!!!

A família e a escola juntas, podem sim resolver situações que melhorem a qualidade da aprendizagem de cada um.

Esse ano conheci uma mãe, que apesar de tudo, quer dar o melhor para o seu filho e pediu ajuda. Estamos caminhando juntas, e ela não está mais sozinha, digo na sensação… Toda a equipe agora é uma na ajuda!

Em breve farei um post contando as novas experiências.

Beijocas,

Feliz ano todo!!

Renata

 

 

#Série: Comunicação Infantil – Episódio 05 ( 2 a 3 anos)

Olá pessoal! Tudo bem com vocês?

Gente, esse ano está passando muito rápido, não é mesmo? O meu próximo dia útil só será em novembro, acreditam…rsss!!!

Um mês para os preparativos de final de ano em escola são muito especiais… mas eu vou contando para vocês no decorrer do mês… certo?

Hoje eu trago para vocês o episódio 05 da comunicação infantil, e faço um paralelo das dicas com o desenvolvimento dos meus dois filhos na idade de dois anos e sete meses, mais ou menos…

A diferença é que o Paulinho chupou chupeta e a Mari não chupou chupeta de forma alguma.

Sobre a questão da chupeta, se vocês quiserem eu posso escrever um post sobre a minha experiência com o Paulinho, mas o final é feliz, certo…rsss… mas só quero deixar uma dica agora:

não deixe a criança falar com a chupeta na boca. Peça para ela sempre tirar a chupeta para conversar.

Vocês vão observar a diferença da fala da Mari, que não usou chupeta, é muito mais clara.

Enfim, espero que vocês gostem do vídeo, que é sempre feito com muito carinho e boa intenção em compartilhar com vocês essas informações tão boas que recebi. Obrigada por cada curtida no post, por cada compartilhamento no Twitter, por cada like na página do blog no facebook, por cada like no youtube…

Feliz ano todo pessoal!

Renata