Áureos anos…

Fui criança nos anos 80.

E nessa época uma bonequinha muito fofa era o alvo da meninada.

As fofoletes:

Não eram lindas e realmente fofas?

Vinha nessa caixinha parecida com caixinha de fósforo e era muito legal abrir e brincar com  as pequeninas…

Contei isso para uma turminha da escola, há alguns anos atrás, para crianças de 6 anos, compartilhando minhas memórias afetivas com bonecas…

No outro dia, exatamente no outro dia, uma linda garota, minha aluna Jéssica, aparece com uma fofolete na caixinha para mim… acreditam?

Ela sentiu a emoção que eu compartilhei e não sei como ela fez para no outro dia de manhã estar com a bonequinha na escola para me entregar…

Eu não aguentei a emoção: chorei…

É por essas e outras que ainda resistimos bravamente…

Só uma historinha fofa… obrigada por estar sempre por aqui…

Beijocas,

Renata – feliz ano todo!

Historinha

Ou:  De como eu sou

Ou: Sim, eu lembro!

wpid-20140227_091018.jpg(Eu, com 6 anos)

Estamos, agora, no ano de 1980. Ano Internacional da Criança!

Neste ano eu era uma criança de 6 anos, a partir do dia 28/02/1980. Tinha acabado de mudar de escola. Agora iria estudar na Escola Municipal de Educação Infantil perto da minha casa, no meu bairro.

Na minha visão infantil era uma escola enorme, linda, cheia de vidros, parecendo um grande aquário! Tinha parques, casinha de madeira do tamanho ideal para criança com pequenos móveis e até piscina.

Mas era na relação com as outras crianças que as coisas aconteciam. Me explico: na minha sala de aula tinha uma garota que era líder com outras que obedeciam e tinha também as excluídas que ninguém brincava e , nesse cenário todo, eu… recém chegada.

Na minha percepção das coisas, apesar de ser tímida, eu queria fazer parte do grupo, me tornar amiga de todos… e fiquei pensando em uma estratégia para me aproximar, ser aceita e ser amiga delas. Notem que eu não distinguia ainda esses dois grupos de pessoas, subordinadas e excluídas… queria ser amiga de todos.

Em um belo dia, na minha sabedoria infantil, escondi um monte de doces na minha “sacolinha”(era assim que se chamava a bolsa na pré escola na época).

A estratégia era simples: dividir os doces, escondido da professora, com todas as coleguinhas na hora da brincadeira e então “voi’lá” , aconteceria o esperado para mim: BFF (best friend forever). Simples, não?

Porém, como eu disse a turma era dividida, e eu tinha uma estratégia para o coletivo…rsss…

Acontece que na hora que apresentei o doce para todas, a menina que liderava a turma gostou e pegou o doce. Mas ela advertiu:

_ Se você der para a “fulana, siclana e beltrana” você não pode ser minha amiga.

As “excluídas”…

Percebam a minha idade (6anos). Nessa época também não se trabalhavam os valores  e princípios na escola. Trazíamos a nossa educação de casa. Nessa parte, em questão, entendedores, entenderão…

Desfecho: eu dividi o doce com todas as meninas excluídas… dei para as submissas, para as excluídas e também comi.

Conclusão: apesar de não me lembrar da líder, lembro exatamente quem era a principal excluída… lembro o nome dela, quem ela é… e torço sempre por ela.

Ainda sou assim…! Não gosto de injustiças, polêmicas, perseguições… Já ouvi: Você vive num conto de fadas, né? Agora o que diz a Palavra de Deus: Se os nossos olhos forem bons, todo seu ser também será bom!

Tenha bons olhos! Espero que essa historinha tenha feito sentido…hahahaha!!!!

Gostei de contar!  Você tem alguma para compartilhar? Deixa ai nos comentários.

Um feliz ano novo! Beijocas!!! Renata.RENATINHA1974