Profissão mamãe? Sim ou Não? Eis a questão!! – parte 2

Olá!!!

Hoje vocês vão acompanhar depoimento da Andréa Paganotti, relatando a sua experiência de ser uma mãe do século XXI. Inclusive dei uma ideia de fazermos um clube de mães… hahaha!!!

Espero que este relato, assim como me inspirou em muitos detalhes, inspire você também e o aprecie com muita calma, devagar, refletindo… faz bem!!! Beijocas e feliz ano novo!!!!

“Eu cresci ouvindo que se quisesse ser alguém na vida, teria que ser a melhor! E assim… sem medo do que iria encontrar pela frente me preparei para ser a melhor, e sabia que essa busca seria infinita, pra sempre… Em pouco tempo já tinha certo destaque profissional e com isso melhores condições financeiras! As possibilidades de consumo nos enchem de novos sonhos!

Bem, ao longo dos anos além da carreira profissional iniciei minha carreira conjugal!!! Mais um tempo se passou e olha o relógio biológico tocando novamente!!! Eu queria ser MÃE! E então, vieram as perguntas…. “Como vc fará com o emprego? Vc trabalha longe, como vai ser? Nossa mais você trabalha muito, vai parar?” É, eu preciso assumir… usei muito a seguinte frase: “O que importa não é o tempo de dedicação, mas a qualidade do tempo!”

Pois é…. eu engravidei! Uma, duas vezes… em 3 anos… dois filhos!!! Lindos filhos!!! E assim que peguei nos braços aquele ser indefeso, que dependia de mim pra tudo, eu entendi a importância de conhecer a história!

É isso mesmo… “Conheça seu passado, para entender seu presente e mudar seu futuro!”

Minha mãe acompanhou o crescimento das 3 filhas, ela sempre esteve ali, por perto! Sua mãe esteve ali para 11 filhos… e assim foi desde os primórdios!!! Mas quando chegou minha vez… eu queria ganhar o  mundo!!! Queria meu espaço!!! Provar que era capaz de ser Mulher, filha, amiga, profissional, esposa, mãe! Queria mudar a história!!!

PARA TUDO! Não… não dá pra ser tudo isso sem que alguém sofra com isso!!! Nem tudo que é antigo é ruim…

Nessa busca pela mulher perfeita fui amargando frustrações… Já não era mais a profissional que todos queriam, afinal de contas, na minha agenda além dos negócios haviam telefone e consultas ao pediatra, reuniões escolares e eventuais atrasos da babá! Na escola das crianças eu já era a mãe que vivia atrasada! E em casa???? Por mais que me esforçasse pra que a janta estivesse na mesa na hora certa, acompanhasse a lição de casa o relógio não era meu amigo… não havia tempo pro jogo de tabuleiro…

Ah… quase me esqueci do marido… é.. porque eu quase me esquecia dele mesmo…

Mas tudo isso tinha algo de bom…. meus filhos se vestiam bem… passeavam e tinha todos os brinquedos que queriam.. porque mesmo que não tivesse dinheiro eu não poderia deixar de comprar… eu já quase não ficava com eles…

Até que um dia… voltava de uma audiência e estava no caminho de casa… era hora do almoço resolvi dar uma paradinha, as crianças iriam pra escola… Meu filho estava de uniforme… com a cabeça cheia de shampoo… aquilo partiu meu coração… ele ia assim pra escola… se eu não tivesse parado ali…  meu Deus… o que eu estava fazendo com a vida dos meus filhos???

Foi ai que comecei a repensar em toda a minha vida! Eu precisava ter tempo pra formar meus filhos…  Afinal eles são o futuro da sociedade… O que queremos para o futuro?

Assim foi… fiz minha escolha… Escolhi meus filhos!!! Faz um ano que tomei minha difícil decisão… Ainda hoje não é fácil… deixei pra trás 20 anos de carreira sólida para qual eu levei metade da minha vida me preparando… a minha independência financeira se foi junto com a vida executiva… e me roburizo cada vez que preciso do cartão do marido… rs… eu estou aprendendo de novo… Mas as crianças nem tem mais tempo para escolher a nova tecnologia, porque o tempo livre delas é ocupado com nossas conversas, filmes que podemos ver juntinhos e até mesmo discussões sobre o comportamento inadequado…

É eu troquei o transito enloquecedor de São Paulo, pela limpeza da casa… e acreditem… minha casa é muito mais limpa e organizada agora, e nem é tão chato assim… sou dona e chefe do meu lar!!! Eliminei a falta de tempo e ganhei qualidade de vida!!! Deixei o status de executiva e ocupei o melhor lugar do mundo… Sou mãe em tempo integral!!!

O marido, apesar da preocupação de agora ser a única renda… se orgulha de poder ser o  “Provedor”!

E as crianças??? Ah…. essas deixaram as madrugadas acordadas pra trás…. Acordam cedo e tem tempo pra pegar uma piscina… Estão bronzeadas, saudáveis e felizes….

Ganhei uma nova família.. porque me conquistei de volta…

Ah…sabe aquela frase sobre qualidade e quantidade??? Pois é, se isso fosse verdade… Só uma boa colher de arroz saboroso mataria a fome não é?!

Agora seu eu penso em voltar a minha carreira um dia??? Eu estarei aqui quanto tempo for necessário… bem assim… como minha mãe!!!

Profissão mamãe? Sim ou Não? Eis a questão!! – parte 1

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Olá! Tudo bem com vocês?

No post de hoje vou abordar um tema que para mim e muitas outras mulheres é muito delicado falar pois envolve entre outras coisas:

– nossa auto-estima;

-nosso lugar ao sol;

-nossas contas para pagar no fim de todo mês;

– nossa vida social.

Mas, o que mais é levado em consideração no fim de tudo isso: os nossos filhos!

Outro dia uma amiga muito querida compartilhou um texto sobre esse assunto de uma ex – executiva que levava uma vida  agitada e quase não conseguia conviver com seu filho. Hoje ela está vivendo no exterior, pediu demissão do seu super emprego e cuida em tempo integral de sua família! Sonho de consumo, não é mesmo? Ou não?!

Quando gostamos da nossa profissão, trabalhar é a realização de toda uma preparação que fizemos e que colhemos em forma de salário e realização a nossa recompensa. Concordam?

Pois bem, mas nós mulheres, por mais que hoje em dia, compartilhamos as responsabilidades com nossos maridos, cabe a nós uma grande parte da criação dos filhos.

Outro blog que sigo e retrata bem esta situação é o “Padecer na Internet” da Rita Lisauskas. Inclusive no último post que li, ela fala uma situação bem comum das mães que trabalham fora o dia todo, que é a situação de ver o filho dormindo quando chega e dormindo quando sai de casa.

Meus filhos vieram quando eu já tinha 34 anos e 37 anos respectivamente.

Já tinha toda uma experiência dentro da minha profissão, o que me garantiu viver algumas funções dentro do setor (digamos assim..).

Certo, mesmo vivendo uma fase em ascensão e tendo tido algumas oportunidades, sendo uma pessoa assalariada, com um dia a dia comum, abdiquei nesta fase do crescimento deles, continuar vivendo aquela evolução funcional.

Tenho para mim uma frase que ouvi uma certa vez, não sei quem escreveu, se alguém souber me fala ai nos comentários): “criança é um ser mágico que convive um tempo conosco e de repente desaparece” … ou seja, num abrir e piscar de olhos as crianças crescem e se tornam adultos independentes que não precisam mais dos nossos beijos, cuidados, colinhos, carinhos e cosquinhas… enquanto o nosso emprego, nosso fazer, nossa preparação, vai estar sempre conosco.

Tenho um outro exemplo fantástico para compartilhar com vocês e acho que vocês vão adorar!

Uma amiga, essa mesma que compartilhou o texto que comentei no início do post, também vivencia essa experiência de abdicar um emprego formal em função dos seus filhos. Uma ótima profissional na sua área, vivendo a plenitude da sua profissão! Ela concordou em contar aqui em forma de depoimento tudo o que essa experiência tem trazido para ela. Inclusive agora, ela tem um trabalho com artesanato que vale a pena conferir, viu? De primeira qualidade. Ela tem uma página no Facebook onde compartilha sua arte, suas histórias, seus pensamentos: Tutti Le Art. Vale a pena conferir a página e ler até o final seu depoimento.

PS: Como essa introdução ficou grande, colocarei a parte 2 com o depoimento da Andréa, amanhã, no dia do meu aniversário, ok? Prestigiem!!!

Feliz Ano Novo!!! Beijocas da Renata.