#Situaçõesdavida #09: Serenidade é o segredo…

Essa história terei que contar para os meus netos porque vou alertá-los sobre o perigo de confiar totalmente nas águas do mar e também sobre as vantagens de se manter calmo mesmo em momentos de grande tensão. Serenidade conduz a melhores escolhas.

Todo verão viajava com um grupo de amigas que, como eu, são professoras e tirávamos férias juntas. Sempre combinávamos de viajar e neste ano da história fomos para Porto Seguro.

Foi uma semana maravilhosa, com muitos passeios em praias, locais históricos para conhecer, parques aquáticos, cidadezinhas hippies… enfim, muito bom mesmo.

Num desses passeios fomos até uma ilha e iríamos ficar um tempo para almoço, não lembro bem… mas ficaríamos um pouco por ali e depois retornaríamos para a cidade.

Ficamos próximas a água, eu estava sentada molhando os pés, uma colega em pé do meu lado e as outras duas dentro da água, uma boiando deitada e a outra ao lado dela auxiliando. Do nosso lado um barco ancorado, cheio de gente, ouvindo música, comendo e bebendo.

De repente, muito de repente, a maré encheu, a colega que estava boiando, não sabia nadar, desequilibrou e começou a afundar e ser puxada pela maré, a colega que estava ao lado dela auxiliando ficou ali tentando puxar e já estava sendo levada também pela força da maré. A menina que estava do meu lado falou que ia para lá puxar as duas que estavam se afogando.

O engraçado é que tudo isso que eu estou contando durou uns 15 ou 20 segundo no máximo, e observem que ninguém do barco ancorado percebeu o que estava acontecendo ao lado deles…

Eu levantei e disse para a minha colega que se ela fosse ela também seria puxada. Finquei o pé na areia bem forte, estiquei o braço e falei para ela me dar a mão e também estender a mão para a moça que auxiliava a que boiava e ela estendeu também, segurou bem forte na mão da menina que estava boiando inicialmente e puxamos. Dessa forma, o que seria uma tragédia com quatro pessoas arrastadas pela correnteza do mar virou um super salvamento de quatro vidas.

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imagem ilustrativa (acervo pessoal).

Tive que pensar rápido, com frieza. Não dava tempo de errar. Em primeiro lugar agradeço a Deus pela vida das minhas amigas, pela minha vida também. Agir no ímpeto nem sempre dá certo, temos que vislumbrar as consequências.

Saímos da água e ficamos quietas, olhando umas para as outras. Ninguém tinha coragem de falar o que quase aconteceu.

Já no ônibus, a primeira colega que ia se afogando, virou para gente e disse:

_ Ninguém conta nada para minha mãe.

#Dia #09: para contar para os netos

Feliz ano novo sempre!!! Gratidão pela vida!

Renata

#Situaçõesdavida #07: #Sobrevivi aos anos 80

Fiquei pensando em muitas situações de aventura que eu passei, e que daria para escrever sobre elas, mas tudo se resumiu em uma expressão: “Sobrevivi aos anos 80!”.

Acho que as pessoas que nasceram entre os anos 70 e 80 vão me compreender pois nessa época as  crianças eram  muito livres, leves e soltas! Não tinham tanta supervisão e a segurança estava por conta de Deus mesmo.

Eu separei para relatar dentre tantas coisas que eu pensei em escrever (são muitas mesmo…kkkk) uma situação bem aventureira, além da conta.

Todos vocês já ouviram falar na Rodovia Anchieta que atravessa a cidade de São Bernardo e vai até o litoral, né?

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Pois eu morava bem próxima da rodovia quando era adolescente e todas as festas legais ficavam do outro lado da Anchieta, porém atravessar a rodovia pela passarela era um pouco complicado pois muitas vezes os ladrões se escondiam lá e “tínhamos medo” de passar por lá. Então sabe o que fazíamos?

Sim, caros leitores, atravessávamos pela rodovia a pé. Sem sinalização, sem faixa de pedestres, sem nada, na raça mesmo…

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Eram quatro faixas da marginal (como ainda são) indo para o litoral e mais quatro faixas voltando, a via expressa no meio,  e um  gramado e um cercado separando cada estrada.

Atravessávamos na corrida, com carro vindo mesmo.

Este vídeo rolando no Facebook  mostra direitinho como a gente fazia, a noite ou de dia… tem um moço no meio dos carros, percebam que ele não tem medo não…kkk , no ano de 1988 fazendo isso que eu estou relatando para vocês.

Espero que tenham gostado dessa aventura! Não façam igual amiguinhos!

Feliz ano todo!

Renata aventureira.

O que fazer em situações de risco?

… ou : Que situação complicada vivi hoje!!

Gente,

Hoje vivi uma situação estressante.

Durante um passeio, na praça de alimentação de um shopping local (aqui nas minhas bandas), separada do meu marido e filhos, que ficaram esperando na mesa enquanto eu ia pegar o alimento para as crianças, começou um grande tumulto.

Pessoas correndo, pessoas gritando, pessoas jogando a bandeja para cima, derrubando seu suco, seu refrigerante, deixando tudo nas mesas e correndo …

Eu não entendi nada… fiquei sem reação, vendo ao longe, uns dois metros o meu marido segurar as crianças bem pertinho dele e ficar no mesmo lugar, sem correr…

No final, um senhor começou a avisar que não era nada, para todos ficarem calmos, não era nada… mas até ai, muitos se machucaram, muitos  perderam objetos, crianças ficaram assustadas e chorosas…

Quando acalmou, isso tudo durou uns 30 segundos…sério…! Parecia um fim do mundo de 30 segundos… neste intervalo de 30 segundos, em plena praça de alimentação em horário de almoço de domingo não tinha um guarda, um bombeiro, um vigia, nada… depois de uns três minutos do ocorrido, todos apareceram juntamente com a Polícia Militar também… mas na hora do tumulto, não havia ninguém…

Fiquei impactada!!!

Fiquei pensando: imagina na Copa…rssss (brincadeirinha…)…

Mas, falando sério, fiquei pensando que não sabemos como agir em situações parecidas… não é mesmo?

Falaram depois que ouviram um estouro de uma máquina de refrigerante, e falaram que era gás soltando e que iria explodir a lanchonete, outros falaram que ouviram tiros, o pessoal do Mc Donalds (funcionários) todos se abaixaram ao mesmo tempo (um tipo de treinamento?)…

Devíamos ter uma norma de conduta para casos semelhantes…

Procurei alguma publicação aqui na net sobre isso, mas não achei muita coisa…

Vou compartilhar o link que mais gostei com vocês que orientam como proceder em casos extremos de tumulto ou pânico coletivo, no exemplo de incêndio:

1- http://papodehomem.com.br/como-se-comportar-em-situacoes-de-risco-incendio/

No caso de hoje, não tinha uma explicação para o tumulto, pois foi a partir de um estouro, que poderia ser um assalto, um arrastão, um incêndio…

Deveríamos como cidadãos ter um protocolo de ação, não acham?

Já passou por alguma situação semelhante, como foi sua reação?

Dias melhores virão, não é mesmo, pessoal?

Só quis dar um alerta básico. As crianças estão bem, não assustaram, porque consegui manter o contato visual e o marido agiu calmamente em meio a tanta confusão…

Depois ficamos conversando, comendo e criança é bem melhor que a gente, supera rápido…rs

Fica a dica de hoje, certo?

Um grande beijo,

Feliz ano novo sempre!

Renata – aventureira.